Cheia de cultura (parte 1).

Depois de um curso muuuuito puxado, divertido e inspirador, era praticamente obrigação ficar em Paris mais uma semana para conhecer a parte turística. Ops, quer dizer, cultural. Não é novidade que aquela cidade é quase sinônimo de arte e história, e eu, como eterna amante de ambos estava me coçando toda para passar horas passeando entre esculturas, pinturas e monumentos (também me coçava por causa dos mosquitos, mas essa é outra história).

Nos primeiros dias da semana fui com amigos na Catedral de Sacre Coeur e na famosa loja de departamento Galerie Laffayete. Depois que todos foram embora aproveitei para me jogar de cabeça nos museus. Coloquei no meu roteiro aqueles have-to-see-it como Louvre e Versailles, acrescentei dicas de amigos como o Pompidou e Orsay e até um achado do destino como o Quai Branly. Foram 4 museus em 3 dias (sendo que no Louvre e Pompidou fui 2 vezes, por causa da falta de fotos no primeiro dia) e Versailles em 1 dia. Foi cansativo, meu pé doeu (muito!) mas faria tudo de novo sem pensar duas vezes.

Catedral de Sacre Coeuri

Galerie Laffayete (e loja da Apple)

Louvre


(continua no próxiimo post)

Anúncios

Finalmente Paris!

Calma, calma, calma. Juro que tenho uma boa explicação para o meu sumiço: acabei de terminar duas semanas de MUITO trabalho, MUITA coisa para descobrir e MUITOS lugares para explorar… tanta coisa que quando eu chego em casa a última coisa que quero fazer é pensar rs. Todas as aulas na faculdade, os passeios logo depois e os ensaios quando chego em casa tiram as minhas forças… mas de um jeito muuuuito bom!

Já nadei no chão na aula de Acting, dei uma passadinha no Champs-Élysées, chorei na aula de Acting for Film (de mentirinha rs), vi o Arco do Triunfo bem de pertinho, participei de uma festa muito louca (parte da história de um curta), fiquei impressionada com o tamanho do Grand Palais e da Notre Dame, fui uma assaltante com medo de tudo (de mentirinha rs), fiz pique nique no pé da Torre Eiffel, apresentei um monólogo na frente de quase 40 pessoas, aprendi a andar no metrô em 20 minutos, passei na frente do Moulin Rouge, aprendi a “lutar” com espadas de esgrima, conheci muitas pessoas incríveis que vou querer levar na memória para sempre, comi e bebi muito pão, queijo e vinho (balanceados na salada, claro rs), fiz um pique nique na beira do Sena, larguei o albergue e me mudei para um apartmento bem fofo com uma amiga do curso, fui um padre em um exorcismo (de mentirinha rs), comprei muitas roupas liiiiindas de morrer, comecei a “colecionar” presentes para os melhores pais do mundo e até dei uma de modelo maluca querendo arranjar emprego (também de mentirinha haha).

E chorei, como eu chorei. De verdade mesmo! Vendo o Grand Palais, o Arco do Triunfo, a Torre Eiffel, e até quando estava lá no vôo dia 25 de junho, eu estava ansiosa demais para conter as lágrimas de alegria. Às vezes eu me deparo pensando: Será que eu tô aqui mesmo? Em Paris? Na cidade mais linda do mundo? Mas é só dar uma espiadinha pela janela, ou ouvir alguém passando vomitando aquele frânces maravilhoso que eu lembro rapidinho que sim, estou em Paris. Ainda é díficil entender que tudo o que eu pensei durante os últimos cinco meses realmente se tornou realidade. E como estou feliz! MUITO FELIZ.

Ainda tem muita coisas para acontecer e assim quando eu tiver mais tempo e mais novidades (ou quando meu daddy me cobrar bastante rs) eu passo por aqui, para falar mais um pouquinho em como tudo é tão gostoso e para deixar mais fotos 🙂 AOS MEUS PAIS, à minha família e aos meus amigos de coração um beijo 10 vezes mais intenso do que as luzes da Torre Eiffel.

Ai Suécia… faz deixar saudade.

ÓTIMA NOTÍCIA: descobri a senha para a wi-fi do hotel! Ebaaaa 🙂 Agora consigo finalmente parar um pouquinho e contar para vocês sobre um dos melhores dias da minha vida (top 10).

Nem consigo explicar como foi maravilhosa minha estadia na Suécia. Fez sol, fez chuva, fiquei com as famílias, os amigos, vi lugares maravilhosos, aprendi coisas que vou levar comigo para sempre (Sabia que a Suécia é o país com o maior índice de suicídio no mundo? So crazy…) e me diverti! MUITO. Valeu cada segundo!  Foram 15 dias simplesmente incríveis! Porque só depende de nós, certo? Conheci pessoas maravilhosas, fiz o tempo valer a pena, vi a vida no interior e dei ainda uma olhadinha na metrópole. Perfekt!

Como as coisas ficaram um poucos paradas depois da baladinha do último post, vou fazer um resumão sobre o que aconteceu: choveu! rs Na segunda-feira ficamos jogando Wii e eu me descobri agradecida por minha Mamis nunca ter deixado comprar videogame, aquilo vicia! Na terça assistimos a chuva na casa da mãe da Tati, presenciamos um arco-íris duplo LINDO, e até ganhei presente da fofa Sra. Baez, muuito querida. Agora na quarta-feira… essa até merece um paragráfo novo!

Eu estava MUITO animada para conhecer o centro!! Ver a marina, tirar fotos do lado daqueles prédios LINDOS de mil anos atrás, dar uma checada no estilo das suecas no âmbito… enfim explorar! Tirei tantas fotos que no meio do passeio tive que deletar alguns vídeos e algumas fotos para caber mais coisa na câmera. E ao procurar um dos vídeos que eu queria postar, acabei de descobri que apaguei todos… Sem saber, por achar que era foto. Saco! Bom, não era para ser. Deixo então fotos para tentar ilustra toda a beleza do centro de Estolcolmo. Espero que consigam sentir o gostinho de vintage 😉

Me despedi da Suécia na manhã de quinta-feira com um aperto do coração mas um sorriso enorme no rosto banhado de lágrimas felizes: Próximo destino – Paris.

A baladinha…

– Alô?
– Oi filha!
– Tudo bem?
– Tudo. O que foi?
– Ah nada sério, mas o pessoal está indo para uma baladinha e eu não estou afim de ir. O que eu faço?
– Agatha, nem brinca! Se você não for, vou até ir te buscar!!

(…)

Todo mundo que me conhece, sabe que de uns anos para cá minha paixão por ir na balada decaiu consideravelmente (já perdi a conta quantas vezes dormi dentro de uma rs), por isso vocês devem entender minha animação toda a vez que a Tati, amiga que está me hospendando em Estocolmo, mencionava que estava super animada para me levar em uma aqui. Nunca falei que eu não estava sem um pingo de vontade de ir, para não colocar ela para baixo, mas o fatídico dia chegou (no domingo) e eu tratei de me enfiar no quarto e fingi que estava dormindo hehe. Obviamente não deu certo… Ela chorou, chorou, e chorou e eu nada de mudar de ideia. “Ai Tati, você sabe como não gosto de balada” eu disse. Quem me conhece também sabe que sou bem teimosa, por isso ela logo desistiu. Mas fiquei com uma pulguinha atrás da orelha (afinal não é qualquer dia que você está em Estocolmo), e resolvi ligar para a Mamis, aquela que sempre diz a verdade, o que resultou na conversa do começo do post. Depois dessa não tem como ficar em casa, né? Pois lá fui eu, tomar banho, escolher roupa, arrumar o cabelo, fazer maquiagem…

Tudo estava bem, todos estavam prontos, eu estava decidida a me divertir, o pessoal fazendo o esquenta (já eu decidi que se eu ia para a balada, lembraria dela completamente), mas por causa de um amigo da Tati atrasado, acabamos saindo de casa depois da 00:30. Imaginem!! Detalhe: estavámos indo de metrô. Resultado: perdemos o último metrô e precisamos esperar o ônibus que levava 55 minutos para chegar na balada (mentira, 2 ônibus). Até aí tudo bem, no problem. Mas enquanto estavámos dentro do primeiro ônibus, não é que começa a chover? Ai ai. O melhor fui eu tentando colocar na minha cabeça como eu poderia tirar a melhor proveito da situação.

No final, chegamos na balada (bem molhados, mas o cabelo protegido pelo casaco, é claro!) lá pelas 2h e pouco. E posso falar uma coisa? O lugar valeu por todos os problemas! Imaginem que a balada era dentro de um barco atracado no porto de Estocolmo. Simplesmente incrível! Especialmente para mim que nunca pisei em um barco/navio/lancha. Super diferente e Europeu. Delícia! E o lugar também não estava super lotado, o que deixa as coisas melhores ainda! Tirei muitas fotos, fiz alguns vídeos, dancei bastante, e no final até me diverti. Fomos embora lá pelas 4h por causa do cansaço, mas foi exatamente perfeito. Aqui vai algumas fotos e um vídeo para ilustrar melhor….


Parte superior cheia de gente. Não ficamos muito tempo por lá.


Parte inferior, pista. Isso é um homem de cera, legal né?


Ai não, né? Ninguém merece…


Look do dia no banheiro hahaha


Parte inferior, bar. Dá para ver o ar de barco?


Eram 4h da manhã, tá? Incrível esse céu, né?


Só para ilustrar meu frio.

Mas não vou falar que a partir de agora vou ir para todas as baladas toda hora, porque esse é provavelmente um dos meus últimos desejos. A música ainda não é das melhores  (esse papo de House não é comigo), e as pessoas são muito promíscuas e bêbadas (MENINAS, que tal um pouco de auto respeito, heim?), mas foi uma experiência legal e um dia que não vou esquecer. Estocolmo é tão linda de madrugada no verão…

Bye bye little village…

Último dia em Årsunda… e a única coisa que posso falar é: foram 9 dias simplesmente incríveis. Sabe aquela sensação de se sentir bem vinda? Pois é, ela ficou comigo 24h por dia. Enquanto eu tomava café da manhã com a Linnea, enquanto eu conversava com o padrasto louquinho dela, enquanto a mãe dela cozinhava coisas delíciosas, enquanto eu andava sozinha no meio da cidade sem calçada, enquanto eu conversava com as amigas da Linnea, enquanto eu buscava o irmão dela na casa da namorada… na hora de dormir, na hora de acordar, no meio do dia… Aproveitei tudo o que tinha para aproveitar, sem culpa, sem medo, me jogando no que der e vier, de braços abertos e um sorriso no rosto.

Fomos no shopping, no cinema, no pub, na H&M, no lago, no mercado, na loja de doces, na casa do pai… Os lugares são poucos (afinal a cidade é uma vila) mas as experiências, as conversas, as pessoas valem por um mundo de exposições. E a vista… Ai a vista! Uma vontade de acordar só para sentir aquele ar fresco e ver a floresta logo atrás do jardim.

Aqui está um vídeo que gravei na quarta-feira enquanto passeava pela cidade. É curtinho, espero que gostem:

Fiz outros vídeos também (um deles, muito engraçado, que fiz na “ponte” no lago) mas mostro quando chegar no Brasil. Afinal tenho que deixar uns suveneirs guardados para minha chegada ficar mais interessante, né? rs

Ah isso tudo sem falar na minha última noite! MARAVILHOSA. Poucas vezes eu fiquei tão orgulhosa da minha cara de pau rs. Porque se você quer alguma coisa, é sua responsabilidade ir atrás. Principalmente em uma viagem. Eu fui, e passei uma noite incrível conversando com dez meninos que nunca ví na vida, só porque tive a coragem de chegar no meio deles e falar “Oi, posso sentar?”. E posso falar uma coisa?? Faria de novo (e farei de novo!). Outra coisa: gostei dos suecos mais do que os brasileiros. Bem quietinhos, sem ficar em cima de você, sabe? Respeitam seu espaço e não acham que são “tudo-isso” (e muitos deles eram beeeeem lindos), uns fofos. Se for para escolher, fico com os Suecos… de Gåvle ainda, se for possível. Homem de cidade do interior não tem melhor, né? 🙂 Só fiquei super chateada que esqueci de pedir o Facebook, ahhh que pena…

Próximo destino: Estocolmo! Tenho certeza que também será perfeito 😀